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Chalé 1 - Zeus

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Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Administração em Ter Jan 18, 2011 4:55 pm

Relembrando a primeira mensagem :

O chalé 1 é o maior de todo o Acampamento. Feito de mármore branco com grandes colunas na frente. As portas de bronze polido cintilavam como um holograma, de tal modo que, vistas de ângulos diferentes, raios pareciam atravessá-las.
O número 1 de latão estava pregado por cima da porta. Dentro haviam seis beliches, três na esquerda e três na direita. As paredes pareciam refletir levemente o céu em seu estado atual e o teto tinha o desenho de um enorme raio, que o cortava por completo.


Última edição por Narração/Administração em Qua Jun 22, 2011 5:59 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Bethany Bloom em Dom Ago 10, 2014 2:12 am



Olhei para a pequena caixa com os remédios, enquanto colocava um dos comprimidos na boca. Jack havia jogado-os fora naquela noite, mas eu tivera que sair comprar mais. Não precisava ter estudado medicina como eu para saber que meu corpo não reagiria bem a uma parada abrupta. Não com a quantidade que eu costumava tomar. Eram mais de cinco comprimidos, todos os dias. Se eu simplesmente parasse, poderia morrer: simples assim, de tão dependente que meu corpo havia ficado àquelas substâncias. Assim, se eu quisesse pôr um fim nisso, teria que ir diminuindo pouco a pouco. E eu estava fazendo um bom progresso. Quer dizer, já faziam algumas semanas, então eu estava em um ponto que precisava tomar um comprimido um dia sim, um dia não. Não vou dizer que estava orgulhosa, porque simplesmente não conseguia sentir esse tipo de coisa na dada situação. Eu só queria que simplesmente acabasse logo, porque havia feito uma promessa. Porque não queria me tornar aquele tipo de pessoa, principalmente para Freddie. E embora Jack não soubesse sobre eu ainda continuar tomá-los, logo acabaria. Faltava pouco.

Eu estava parada a frente do espelho, encarando meu reflexo inexpressiva. Era estranho como muitas vezes eu não reconhecia a garota que via. Tanta coisa havia mudado desde que eu chegara aqui, há pouco mais de quatro anos, naquele dia chuvoso em que fugira do cão infernal. Imagino o que aquela Bethany pensaria ao olhar para esta futura versão. Será que ela se arrependeria de algum dia ter pisado no acampamento? Será que acharia que todas as coisas ruins que aconteceram desde aquele dia superam as coisas boas?

Passei o dedo levemente pela minha bochecha, lembrando de onde a assinatura de Alma costumava ficar. Um "A" feito com uma faca, que há tempo já se cicatrizara. Até mesmo o vermelhidão já passara; a única coisa que restara era uma pequena marca branca. E então, mais alguns dias, seria como se nunca estivesse ali. Como se nunca estivesse acontecido.

Mas havia acontecido, como meus sonhos ainda lembravam. Eu não tinha mais alucinações, não com os remédios e com a volta a vida rotineira, mas acredito que os pesadelos nunca mais me deixariam. Sem contar que, mesmo que eu esquecesse daquelas noites horríveis, haveria sempre a marca no meu braço. Puxei a manga da camisa até meu ombro para encará-la. O olho de hórus marcado a fogo na minha pele. Algo que nunca mais sairia.

Balancei a cabeça rapidamente, dando as costas para o espelho. Eu tinha que parar de pensar nisso. Passei as mãos pelo cabelo, bagunçando-o sem perceber, enquanto encarava o Chalé 1. Haviam poucos morando aqui agora, acredito que apenas três meio-irmãos. Muitos dos outros haviam saído do Acampamento quando atingiram certa idade. Talvez cansados, talvez querendo voltar para a casa. Mas muitos outros - não só dos meu chalé - morreram. Simples assim. Ou em missões ou simplesmente ao sair para andar pela cidade. E agora eu sabia que não eram apenas monstros os culpados - haviam humanos. Humanos que nos odiavam. De qualquer forma, mesmo que eu já fosse uma das mais velhas no acampamento, eu não havia porque voltar. Não é como se eu tivesse uma casa para voltar. Quer dizer, Spencer, minha cidade natal? As memórias boas que eu tinha de lá são de minha mãe e Riley, e eu não tenho mais as duas. Não é como se fosse voltar para meu avô ou meu padastro. Havia o apartamento da minha tia, mas ela havia me expulsado, e pelo que sei, continua me odiando. E o apartamento de Ian, que eu havia botado fogo da última vez que estivera lá. Este último talvez pudesse ser algum dia minha casa de volta, mas acho que não há como negar: é o Acampamento. Todas as pessoas que amo vivem aqui. E embora não seja lá o lugar tão seguro como prometeram, é o melhor que tenho. E eu amo, apesar de tudo. Amo esse lugar, e não o trocaria por nada. Mesmo com a vontade sempre presente de ter tido uma vida normal. Então acho que não me arrependo. As coisas boas superam as ruins, afinal. Minhas boas memórias. Os meus amigos: Laís. Michael. Bianca. Jodelle. James. Jack, todos os momentos ruins que nos fizeram crescer, todos os momentos que o amei incondicionalmente. E Freddie. Freddie, quem ultimamente me prendia a vida mais do que qualquer coisa.

Eu não mudaria nada naquele lugar. Se bem que seria realmente conveniente se construíssemos algumas casas mais privativas, pensei, com um sorriso no rosto. Era engraçado como eu ainda continuava dormindo nesse chalé e Jack no 5, e não é como se tivéssemos lá a maior privacidade do mundo. Já estava na hora de criarmos uns espaços separados, ou pelo menos algum lugar aonde pudéssemos "morar" juntos. Se bem que eu lá às vezes não entendia como estava minha relação com Jack. Continuávamos namorando, como sempre, mas éramos pai e mãe. Soltei uma risada baixo, pensando que, definitivamente, a Bethany de quatro anos atrás ficaria surpresa com o seu futuro. Acho que a única vez que ela havia pensado com crianças seria em um futuro distante, e com Ian. A criança que ela tinha em mente era Riley. Queria dar uma vida perfeita a ela, curá-la. Bom, eu não conseguira nenhuma das coisas.

Lembrando de Riley, outra coisa que eu não parava de pensar ultimamente fora a conversa com Anne e Bianca. Havia algo que martelava em minha cabeça, mas era absurdo demais para acreditar. Não sei da onde eu tirava aquela falsa esperança. Mas que havia alguma coisa sobre Anne, eu sabia que havia. Toquei no pedra de Quione que passara a sempre usar como colar. Eu precisava descobrir o que fazer com aquilo. Deuses não deixam presentes a toa, principalmente se 1. é um item mágico poderoso; 2. você não é um parente conhecido dele. Respirei fundo, lembrando que o colar era outra coisa que não havia ainda falado com Jack. Nem sobre Anne. Por alguma razão, ele não parecia gostar muito dela. Ok, talvez gostar não fosse bem a palavra. Ele sentia alguma coisa estranha, também. Lembro-me do seu olhar nela no dia que Elizabeth se matou.

Pronto. Ali estava. A dor, a raiva, o ódio e até mesmo culpa voltaram em apenas um golpe. Imagens passaram pela minha cabela: Jonathan e suas palavras, Jonathan e a arma apontada para a minha cabeça, a apenas alguns segundos de me matar. Elizabeth matando o irmão, depois ela própria se matando, explodindo a cabeça enquanto eu tentava impedi-la. Como quase eu também havia me matado aquele dia, antes de desmaiar. Antes de Jack chegar. Era engraçado como sempre que eu tentava distrair minha cabeça, pensar em outra coisa, havia algo que me trazia de volta a esses piores momentos. A morte de Elizabeth e os dias na Sede. Não importava quanto eu tentava, tudo estava ligado, no fundo. Segurei um grito de frustração enquanto sentia minha mente girar, o corpo tremer. O remédio ainda não havia feito efeito. Controle-se. Controle-se. Mas algo ainda borbulhava em meu peito e eu simplesmente girei o corpo e eu precisava. Precisava descontar em algo. Senti a ardência em minha mão antes de perceber que havia acabado de socar o espelho com toda minha força. Cargas elétricas haviam também se soltado, espalhando-se pelo quarto a partir do meu punho. Sentia a energia envolvendo o chalé. Olhei para o espelho, que não se quebrara totalmente, mas rachara gradativamente em torno de onde minha mão havia batido. Engraçado como agora haviam pedaços de mim mesma no reflexo. Desviei o olhar paa a minha mão. Ela sangrava um pouco aonde o vidro havia cortado, mas pelo menos essa pequena dor me distraia da maior.
 
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Re: Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Jack Brown em Ter Ago 12, 2014 10:48 pm


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Naquela noite, Freddie tinha dormido comigo no chalé de Ares. Era incrível ver como ele crescia rápido, e não só fisicamente, mas no modo de aprender as coisas - já conseguíamos conversar com ele, mesmo que pouco - e em como desenvolvia seus poderes. Ele era uma completa mistura de Zeus e Ares, de mim e de Bethany, e cada semelhança era claramente perceptível em seus traços.

Eu gostava das noites em que ele ficava no Chalé 5, pois apesar de alguns de meus irmãos terem uma paciência não muito grande - ainda mais com crianças - ele conseguia deixar tudo em um clima mais leve. E James parecia realmente se divertir e se distrair com o sobrinho, como se todos os problemas trazidos pelas vozes em sua mente se dissipassem para que pudesse brincar com o pequeno. Frederick já estava na fase dos 'por quês', e tudo no acampamento era como uma nova descoberta para novas aventuras. Ele gostava de visitar os estábulos - e Dakota - comigo, assim como assistir aos treinamentos dos semideuses e também demonstrava prazer ao ficar na praia e no Punho de Zeus. Não sabia se sua relação com o punho tinha a ver diretamente com o avô, mas ele gostava daquele lugar.

E mesmo assim, com essa alegria e descontração, não conseguia parar de pensar em quanto ele corria perigo. Já tinha as preocupações naturais por ser o Acampamento Meio-Sangue, e convenhamos que esse não é o melhor lugar para se criar um bebê; e ele tinha sangue de deuses nas veias, dois deuses, o que com certeza atrairia monstros em sua direção. Porém, depois de tudo o que aconteceu na Sede dos Caçadores e depois, estava sempre em alerta. Sabia que jamais deixariam aquela invasão e fuga barato e nos fariam pagar por isso. Sentia como se estivessem sempre nos observando e a qualquer momento pudessem tirar meu filho de mim como uma forma de ameaça. Podem matá-lo, já tinha chegado a pensar, tentando logo dissipar aquilo de minha mente.

Após passarmos um bom tempo caminhando pelo acampamento, decidi ir até o chalé de Zeus procurar por Bethany. Depois do acontecido, ela não costumava sair muito, e tinha quase sempre certeza de que a encontraria por ali. Freddie andava ao meu lado, já querendo correr em direção ao que chamava de "casa da mamãe". Mas quando entramos lá, a visão não era das melhores e muito menos nada do que eu esperava. Sua mão estava machucada e o espelho estava rachado. Engoli em seco, principalmente ao ver que meu filho também tinha percebido.

— O que houve? — Foi a única coisa que consegui pronunciar.

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Re: Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Bethany Bloom em Sex Ago 15, 2014 10:51 pm



A voz familiar preencheu o chalé, e rapidamente um sentimento de preocupação se apossou de mim. Jack e Freddie. Eu não queria que eles vissem isso, principalmente Freddie, que agora olhava para a minha mão levemente assustado. Aproximei-me dos dois, tentando manter um olhar tranquilo. Agachei-me na frente do meu filho, ficando de joelhos e apenas um pouco mais alta que ele. — Hey, pequeno. — Sorri, antes de lhe dar um leve beijo na testa. Segurei minha mão machucada com a outra, olhando em seus olhos verdes, idênticos aos meus. — Vida de semideus, lembra? — Baguncei seus cabelos com um leve riso. — Somos diferentes, e às vezes isso lá não envolve muitas coisas boas. — Freddie já não era mais tão alheio aos acontecimentos, portanto não fazia sentido mentir ou inventar uma desculpa para o ferimento. Na realidade, ele já entendia que era diferente das outras crianças, e que nem sempre isso envolvia coisas boas. Era melhor prepará-lo de uma maneira equilibrada, e isso não envolvia disfarçar os problemas o tempo inteiro. — Mas ei, eu acho que hoje é o aniversário de alguém. — Meu sorriso aumentou ao ver que ele concordava com a cabeça, animado. 15 de agosto. Já faziam 3 anos que Freddie entrara em nossas vidas. Bom, pelo menos, oficialmente. Levantei-me, indo até a cama aonde um pacote embrulhado estivera esperando pelos dois. Levei-o para Freddie, vendo seus olhos brilharem enquanto recebia de bom grado o pacote, começando a abri-lo com algo que eu quase poderia descrever como ferocidade. Tive que soltar uma risada. Andei na direção de Jack, para cumprimentá-lo então apenas com um olhar e um sorriso um pouco mais contido. Eu teria dado um oi de uma maneira melhor, provavelmente com um beijo, mas não se o clima estava muito estranho, embora que disfarçado pelo aniversário de Freddie. Quer dizer, eu lembro como ele ficara quando descobrira sobre os remédios. E agora me pegara em uma recaída, a mão machucada por causa de um acesso de raiva. O pior é que ainda fora na frente de Freddie, o que Jack mais tentava evitar. Então não era como se eu soubesse o que ele estaria pensando no momento. Lembrei-me de sua pergunta, e falei baixinho. — Não se preocupe. Foram apenas algumas lembranças, e eu acabei descontando no pobre e inocente espelho. — A tentativa de fazer a piada era horrível, então voltei meu olhar para Freddie, que já descobrira seu presente. Era uma espada de plástico. Eu tivera essa ideia porque ultimamente suas características de semideus estavam cada vez mais forte. Ele adorava imitar o pai durante os treinos, e por vezes víamos como sua força era descontrolada e vinha do nada. Mas desde que o pegamos tentando usar uma espada de verdade pensei que era melhor que ele tivesse algo seguro para brincar e já treinar. E ele parecia ter amado o presente, pois corria pelo chalé a segurando e murmurando algumas coisas que eu já ouvira semideuses mais jovens dizerem durantes duelos, como se achassem que tudo fosse um filme de Hollywood. Freddie preparou a espada para trás, mirando a lateral de um dos beliches. Imaginei que iria usá-lo como oponente, até que a espada se encontrou na madeira. A força foi tamanha que entortou-a, fazendo com que o beliche balançasse pro lado. Não resisti e comecei a rir ainda mais. — Idêntico ao pai. — Comentei. Eu sabia que eu e Jack precisávamos conversar, por causa do colar de Quione e também pela questão de Freddie e os Caçadores, mas naquele momento, simplesmente deixei-me apreciar a cena (relativamente) normal entre nós três.  
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Re: Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Jack Brown em Sab Ago 16, 2014 12:29 am


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Bethany conseguiu rapidamente desviar do assunto com Freddie, mas não do modo que muitos pais fariam, dizendo que estava tudo bem e etc. Uma coisa que tentávamos era mostrar para ele que era diferente e que a vida de um semideus não era nada fácil, mas é claro, tudo dentro dos limites para a idade. Contudo, ela não conseguiria desviar minha atenção tão facilmente quanto conseguia com nosso filho. Afinal, tudo me fazia lembrar das coisas que eu via quando tinha a idade dele, coisas que me marcaram para sempre. Apesar disso, não conseguia realmente ficar irritado com Bethany, assim como não conseguia ter raiva da minha mãe. Eu entendia pelo o que estavam passando e mesmo que fosse uma merda para mim, tentava deixar quieto e não cobrar mais delas.

Não podia negar que a expressão de Freddie recebendo o presente e o modo que abria o pacote tirava um sorriso pequeno do meu rosto enquanto vislumbrava a inocência, o encanto e a agressividade todas de uma única vez. "Foram apenas algumas lembranças" ela me disse baixinho, mas a única resposta que pude dar foi o silêncio, olhando diretamente para a espada de plástico que Frederick retirara do pacote e todo o entusiasmo que sentia com o que ganhara. Seu instinto agressivo e apreciador de armas de todos os descendentes de Ares já estava bem aparente nos últimos tempos, e sabíamos que ele adoraria ter sua própria espada para lutar suas guerras imaginárias.

Mas então ele bateu com a espada em uma beliche com toda a força e esta acabou entortando. Minha primeira reação foi a de arregalar os olhos, e depois tive uma crise de risos que quase sempre tinha quando ele demonstrava uma força descomunal vinda do nada.

— Parece que você é um guerreiro mesmo! — Exclamei me aproximando dele com cuidado para evitar a espada - já tinha cicatrizes suficientes e não gostaria que a mais nova delas fosse causada pelo meu filho de três anos. Freddie tinha os olhos brilhando de modo que nunca vira antes e um enorme sorriso estampado no rosto. — Logo vai poder lutar igual o papai! Até melhor! — A ideia pareceu deixá-lo entusiasmado de modo que saiu correndo pelo chalé brandindo sua nova arma e dizendo uma série de coisas sem sentido como nos filmes. Aproximei-me de Beth e disse quase num sussurro: — Tome cuidado para que ele não veja mais isso.

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Re: Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Bethany Bloom em Dom Ago 17, 2014 8:05 pm



Como eu havia imaginado, Jack permaneceu em silêncio, provavelmente absorvendo toda a situação. Respirei fundo, notando que ele só deixava abrir um sorriso ao observar Freddie com a espada. Encostei levemente a lateral do corpo na parede, mantendo o olhar fixo nos dois. Às vezes eu pegava me pensando que, se não fosse por Freddie, depois de tudo que aconteceu, eu teria ido embora do Acampamento. Talvez apenas por um tempo, para pensar, organizar as coisas. Não sei, mas teria. Freddie acho que foi o que me manteve inteira. Minha relação com Jack já não é a mesma faz um tempo, e dói pensar que somos aqueles casais que só não se separaram porque tem algo que ainda os prendem: seu filho. De vez em quando, gosto de imaginar que estamos ainda em 2015, quando tudo era mais fácil, quando estávamos bem. Às vezes acho que ainda nos amamos, mas não estamos mais apaixonados. Tanta coisa aconteceu. Sorri enquanto observava os dois, mas quando Jack voltou, percebi que o clima tenso ainda estava ali. Concordei com a cabeça com o seu sussurro. — Eu sei. Me desculpe. — Respondi no mesmo volume de voz. Alguns minutos se passaram enquanto assistíamos Freddie, até que me lembrei de algo. — Vocês tiveram mais alguma notícia?Eu digo, dos Caçadores. Desde que fomos avisados que eles tentariam... levar Freddie no dia da festa. — Eu sabia que a maneira como eles invadiram a Sede não seria perdoada. Eu esperava por um ataque a qualquer momento, e havia ainda a história de que eles já estavam infiltrados por aqui. Imaginei Alma andando pela floresta e rapidamente afastei as imagens da cabeça. Passei a mão inconscientemente pelo colar de Quione que eu usava, desejando mais do que tudo saber para que servia.
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Re: Chalé 1 - Zeus

Mensagem  Jack Brown em Dom Set 07, 2014 10:15 pm


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Senti como um soco no peito ao perceber o olhar de Bethany. Eu conhecia aquele olhar desde criança e ele sempre me fez ficar mal. Estava sendo duro com ela, exigindo mais do que ela poderia dar numa situação dessa. Depois de minutos em silêncio observando Freddie brincar, fiquei ao lado dela e passei um braço em volta de seu ombro, trazendo-a para perto e dei-lhe um beijo no alto da cabeça. Me desculpe, sussurrei. Eu só estou preocupado. Não com raiva... E não quero te deixar pior. Finalizei com um beijo suave em sua boca. Ouvi então as perguntas que ela tinha, relembrando a festa que foi tanto uma noite ótima - ainda mais depois que voltamos ao chalé - quanto preocupante pela notícia e planos de Jodelle. Balancei a cabeça. Não, nada mais. Mas tenho certeza de que ainda estão por aqui e não estão satisfeitos. Respondi. Suspirei. Eles ainda querem vingança, quem sabe até não queiram algo mais que isso. Dizer isso olhando para ele era quase como uma tortura. Freddie ainda é praticamente um bebê, mas já estava óbvio o quanto ele é forte e poderoso e ficará ainda mais quando crescer e treinar suas habilidades. Algo dentro de mim sabia que os Caçadores usariam isso para eles, quem sabe não chegariam a criá-lo como um dos seus, fazendo-o se esquecer de várias coisas do acampamento, dos campistas, de nós dois. Precisamos continuar de olho nele e atentos o máximo possível. Enquanto falava, percebi que Bethany alisava um objeto - um colar que eu nunca tinha reparado antes. Franzi o cenho, confuso. Onde conseguiu isso?

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